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Riscos cambiais e aplicação da ISO 31000

  • 9 de abr. de 2025
  • 4 min de leitura

Atualizado: há 1 dia

Painel de cotações de moedas internacionais com destaque para riscos cambiais e aplicação da ISO 31000 na gestão de riscos financeiros — artigo Riskmaster sobre como estruturar a proteção cambial nas empresas.

Empresas importadoras, exportadoras e com exposição cambial significativa podem utilizar a ISO 31000 para estabelecer práticas robustas de análise, avaliação e mitigação de riscos financeiros, como os riscos de variação cambial.


O que é a ISO 31000 e por que ela é importante?

A ISO 31000:2018 é a norma internacional de referência para gestão de riscos corporativos. Ela fornece diretrizes genéricas aplicáveis a qualquer tipo de organização — pública, privada, pequena ou grande — com o objetivo de:

  • Criar valor e proteger o capital financeiro, humano e reputacional.

  • Estabelecer uma abordagem sistêmica para a identificação, avaliação e tratamento dos riscos.

  • Promover decisões mais informadas e resilientes.


Diferente de normas prescritivas, a ISO 31000 é baseada em princípios, estrutura e processo, oferecendo flexibilidade para aplicação em diferentes áreas, como riscos operacionais, estratégicos, regulatórios e, claro, financeiros.


A ISO 31000 oferece diretrizes essenciais para estruturar a gestão de riscos cambiais empresas expostas aos efeitos das flutuações de taxa de câmbio.


1. Princípios Aplicados aos Riscos Financeiros

A ISO 31000 estabelece 8 princípios que devem orientar qualquer processo de gestão de riscos. Aplicando-os ao contexto financeiro, temos:


  • Integração: O risco financeiro deve ser incorporado aos processos decisórios da empresa, como planejamento orçamentário e análise de investimentos.

  • Estrutura personalizada: A gestão deve considerar a realidade da empresa — seu porte, setor, apetite ao risco e complexidade financeira.

  • Inclusão: Diferentes áreas devem contribuir com a identificação de riscos financeiros (tesouraria, controladoria, área de câmbio etc.).

  • Dinamicidade: O ambiente financeiro muda rapidamente — o processo de gestão de riscos deve ser atualizado com frequência.

  • Melhoria contínua: Resultados das estratégias de hedge, inadimplência ou variações cambiais devem retroalimentar o sistema de gestão.


2. Estrutura de Governança para Riscos Financeiros

A norma recomenda a criação de uma estrutura que sustente a gestão de riscos de forma clara e responsável:

  • Política de gestão de riscos financeiros: Documento que define critérios de identificação, limites operacionais, e responsabilidades por análise e mitigação.

  • Papéis e responsabilidades: Conselho, diretoria financeira, comitês de riscos e auditoria devem ter responsabilidades definidas.

  • Processos integrados: O controle cambial, a gestão de crédito, a previsão de fluxo de caixa e os contratos financeiros devem estar conectados ao sistema de gestão de riscos.


3. Processo de Gestão de Riscos Financeiros segundo a ISO 31000

A norma define um processo estruturado em etapas interconectadas:


a) Identificação de Riscos

Quais eventos podem impactar negativamente as finanças da empresa? Exemplos:

  • Variações inesperadas nas taxas de câmbio.

  • Inadimplência de clientes.

  • Aumento inesperado de juros em dívidas em aberto.


b) Análise de Riscos Avaliar a probabilidade de ocorrência e os impactos financeiros potenciais. Ferramentas como análise de sensibilidade, cenários e value-at-risk (VaR) são úteis.


c) Avaliação e Priorização Comparar os riscos identificados com os critérios de apetite ao risco definidos pela organização.


d) Tratamento dos Riscos Estratégias como:

  • Hedge cambial com derivativos.

  • Política de crédito com scoring e limites por cliente.

  • Diversificação de fontes de financiamento e de moedas de operação.


e) Monitoramento e Revisão Acompanhamento periódico da exposição e eficácia das medidas adotadas.


f) Comunicação e Consulta Transparência com stakeholders internos (CFO, diretoria, áreas operacionais) e externos (auditores, investidores, reguladores).


Riscos Cambiais sob a Ótica da ISO 31000

A gestão de riscos cambiais é um dos temas mais críticos dentro dos riscos financeiros e foi tratado em profundidade no artigo “Gestão de Riscos Cambiais para Empresas Importadoras e Exportadoras“. A ISO 31000 contribui com diretrizes valiosas:

  • Identificação: Listar contratos e operações expostas à variação cambial.

  • Mensuração: Cálculo da exposição líquida e análise de sensibilidade.

  • Decisão sobre hedge: Com base no apetite ao risco e custo das operações.

  • Revisão periódica: Acompanhar a efetividade das proteções adotadas.


Como o Riskmaster Potencializa a Aplicação da ISO 31000

A aplicação prática da ISO 31000 em finanças exige mais do que planilhas e controles manuais. A tecnologia é um fator essencial para dar escalabilidade, precisão e governança ao processo. É aí que entra o Riskmaster — a solução completa em nuvem para gestão integrada de riscos corporativos, 100% alinhada à ISO 31000.


Funcionalidades-chave do Riskmaster na Gestão de Riscos Financeiros

  • Matriz de riscos em tempo real: Atualização dinâmica conforme variações de indicadores econômicos.

  • Heatmaps financeiros: Visualização clara da exposição a câmbio, crédito e liquidez.

  • Categorização conforme ISO 31000: Identificação, análise e tratamento de riscos estruturados de acordo com o ciclo da norma.

  • Dashboards para decisão estratégica: Painéis customizáveis para CFOs, tesoureiros e comitês.

  • Integração com gestão de planos de ação e controle de eficácia.

  • Compliance com órgãos reguladores e padrões de auditoria.


Benefícios Estratégicos

  • Aumenta a maturidade de gestão de riscos.

  • Melhora a tomada de decisão baseada em dados.

  • Fortalece a comunicação com stakeholders internos e externos.

  • Garante aderência à ISO 31000 e boas práticas internacionais.


Conclusão

A ISO 31000 oferece uma estrutura sólida para as empresas que desejam evoluir na gestão de riscos financeiros, especialmente em um ambiente de alta volatilidade. Integrar seus princípios, estrutura e processo à rotina da área financeira fortalece a previsibilidade, reduz perdas inesperadas e prepara a organização para crises futuras.


Com o Riskmaster, aplicar os fundamentos da ISO 31000 à gestão de riscos financeiros e cambiais torna-se mais fácil, eficiente e estratégico. Seja para mitigar riscos de variação cambial, inadimplência ou liquidez, o RiskMaster entrega controle, agilidade e confiabilidade.


Acesse www.riskmaster.com.br e descubra como implementar uma gestão de riscos financeiros de classe mundial em sua empresa.

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